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G.I. Joe: A Origem de Cobra

Título Original: G.I. Joe: Rise of Cobra
Estreia (Brasil): 7º de agosto de 2009
Estreia (EUA): 6º de agosto de 2009
Direção: Stephen Sommers
Roteiro: Stewart Beattie, David Elliot, and Paul Lovett
Estúdio: Paramount Pictures and Spyglass Entertainment

Antecedentes e Produção

Procurando seguir o modelo de sucesso do filme dos Transformers de 2007, que tinha o diretor de ação frenética Michael Bay no comando, a Hasbro contratou um diretor que apresentou trabalho parecido em A Múmia para a empreitada de trazer o G.I. Joe às telonas, Stephen Sommers.

Uma crítica que apareceu logo com o primeiro trailer foi a introdução de exotrajes. Ora, para citar Kirk Bozigian, diretor de produto da marca nos anos 80, uma das coisas mais interessantes sobre G.I. Joe é que, quando você não tem superpoderes, os riscos são muito mais concretos. Não faz sentido nenhum colocar os joes com armaduras que os fazem mais rápidos, mais fortes e mais invulneráveis.

O elenco escolhido foi bastante eclético. Há atores competentes como Joseph Gordon-Levitt, Jonathan Pryce e Sienna Miller, carismáticos como Channing Tatum, Christopher Eccleston e Dennis Quaid, e que são bons de cenas de ação, como Rachel Nichols, Byung Hun-Lee e Ray Park.

A escalação de Wayans como Rip Cord gerou controvérsia, porque ele era mais conhecido por comédias escrachadas que atuava e produzia com seus irmãos, como Todo Mundo em Pânico, As Branquelas e O Pequenino. Os produtores justificavam sua escalação dizendo que ele é capaz de conduzir papeis dramáticos com competência, citando sua elogiada participação em Réquiem para um Sonho. Diziam que ele tinha uma boa combinação de porte físico e timing cômico.

O filme foi rodado durante a greve de roteiristas, que foi de novembro de 2007 a fevereiro de 2008. Por causa do movimento, muitas estreias foram adiadas, mas os produtores de G.I. Joe – A Origem do Cobra o enxergaram como uma oportunidade de pegar uma concorrência fraca na temporada.

História

Na história, enquanto servem no Cazaquistão, a unidade de Duke e Ripcord é incumbida de transportar armamento criado pelas indústrias MARS, comandada pelo misterioso James McCullen. Seu comboio é atacado por um grupo liderado pela Baronesa, mas o G.I. Joe chega para tentar impedir o roubo.

Recrutados pela equipe, os dois soldados descobrem que a organização terrorista Cobra está por trás do roubo. Seu plano lembra a estrutura básica da animação da Sunbow, em que a arma superpoderosa conhecida como nanomitas (que são mini robôs capazes desde destruir a Torre Eiffel até fazer lavagem cerebral, e transformar os soldados Vipers em supersoldados) é usada para tentar dominar o mundo.

Também foram adicionados elementos da revista A Real American Hero, como a rivalidade entre Snake Eyes e Storm Shadow e a história do clã escocês de Destro, além de um ar de mistério sobre a revelação da organização Cobra que lembra o início do run na IDW.

Repercussão

O resultado não foi muito bom. O filme tenta abraçar elementos e personagens demais, e no fim não consegue entregar nem ao menos uma boa diversão.

Rodar durante a greve de roteiristas significa que não havia profissionais sindicalizados para retocar o texto, o que muito provavelmente influenciou de forma significativa a qualidade do longa. Eu não sei outro jeito de justificar como os diálogos do vídeo abaixo entraram no corte final.

“Emoções não são baseadas em ciência, e se você não pode quantificar e provar que algo existe, bem, na minha mente, não existe”. De fato, o roteiro é apenas uma desculpa para fan services e explosões. Quando a contratação de Wayans foi divulgada, os produtores prometeram que o personagem seria bad ass, e não uma galhofa, e isso não foi cumprido. No texto, Rip Cord é simplesmente um alívio cômico apatetado e irritante, e realmente havia pouca coisa que o ator pudesse fazer em relação a isso.

Para piorar, o clima dos bastidores não era exatamente dos melhores, em grande parte porque os atores sabiam que o script era muito ruim. Christopher Eccleston declarou que atuar no filme foi horrível¹, e que simplesmente queria cortar a própria garganta todos os dias.

Sienna Miller disse que o longa é uma piada, que nem chegou a se encontrar com Sommers antes das filmagens começarem e que ela comprometeu os seus valores ao aceitar o papel assim (a primeira coisa que o diretor teria dito a ela teria sido “Deus, como você é baixinha!”)².

Channing Tatum revelou que ficou animado ao pegar o papel porque era uma boa oportunidade na carreira e porque costumava assistir o desenho quando era criança, mas que leu o roteiro e achou horrível. “Vou ser honesto, odeio pra c*&%# aquele filme”, disse³.

Com uma motivação assim na equipe, não é de se estranhar os únicos do elenco a agradar de verdade foram Park e Lee, dois dos poucos a voltar para a continuação.

Diante de tudo isso, o filme teve uma performance mediana. No Rotten Tomatoes, o filme foi aprovado por somente 50% dos expectadores e 34% da crítica. Nas bilheterias, fez US$ 302 milhões mundialmente, e estima-se que custou em torno de US$ 175 milhões. Tirando custos de marketing e divisão de receitas, é muito pouco provável que tenha conseguido se pagar.

Mídia Física

Disponível em: DVD, Blu-Ray
Lançamento em Homevideo (EUA): 3º de novembro de 2009
Lançamento em Homevideo (Brasil): 6º de janeiro de 2010

Elenco

Ator/Atriz Personagem
Channing Tatum Duke
Marlon Wayans Rip Cord
Christopher Eccleston Destro
Siena Miller Baronesa
Joseph Gordon-Levitt Comandante Cobra
Leo Haward Snake-Eyes
Ray Park Snake-Eyes
Brandon Soo Hoo Storm Shadow
Byung Hun-Lee Storm Shadow
Rachel Nichols Scarlett
Dennis Quaid Hawk
Saïd Taghmaoui Breaker
Adewale Akinnuoye-Agbaje Heavy Duty
Arnold Vosloo Zartan
Karolyna Kurkova Cover Girl
Kevin J. O’Connor Dr. Mindbender
Gerald Okamura Hard Master
Jonathan Pryce Presidente dos EUA

Notas:

1 - Fonte: Gizmodo
2 - Fonte: News Hub
3 - Fonte: Adoro Cinema
4 - Fonte: Rotten Tomatoes
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